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A mostrar mensagens de Maio, 2010

As Pedras de Orense

Piedras de las calles de Ourense,

Piedras, viento e lluvia:

Viento que sopla,

Como um fluido de tiempo;

Lluvia que es agua,

Interminable hilo de vida e mistério;

Piedras de quartzo, feldspato e mica.



Piedras de las calles de Ourense,

Pisadas por sandalias, botas, tacones lejanos,

Por pies que se mojam en las aguas de Ourense,

Que pisan el granito.



Piedras de las calles de Ourense

Hechas de agua,

De la alma de Ourense,

Que se mira en los ojos,

Ojos de la gente,

De la gente que pasa en las calles de Ourense.



Ojos de colores de aguas profondas,

Colores antiguos que se escurren del cielo,

Que suben del suelo.

Calientes como la agua,

Del fondo de la tierra

- Donde un dios secreto

Os acalentura en su corazón.

Las piedras de las calles de Ourense.

A Paula e o António

Há uns tempos, depois de mais um Câmara Clara, escrevi um artigo sobre um tema tratado. Apetece sempre escrever qualquer coisa depois de se ver o Câmara Clara...

É impossível ficar indiferente à voz e ao olhar da Paula Moura Pinheiro. Captam-nos a atenção desde o primeiro instante como se nos perseguissem. De tal modo que agora, ao ler seja o que for de PMP, nas linhas parecem estar, escritos como marca de água sub liminar, os símbolos do som de toda a força desse seu olhar e dessa sua voz. Digamos que dão mais força aos seus argumentos!

Tal como era impossível, no século XVII, ficar indiferente ao que pregava o Padre António Vieira. Não conhecemos dele a voz, nem o olhar, nem o gesto. Mas conhecemos a força do seu testemunho, o valor dos seus argumentos, a importância de tanta persistência na “perseguição do seu objectivo celeste” (para usar uma expressão de PMP). Há uns anos, em Lisboa, no Cinema Roma, numa concorrida sessão de homenagem da Casa de Trás-os-Montes ao Professor Douto…