Avançar para o conteúdo principal

século XX , século de contradições









O século XX foi um dos mais mortíferos, senão mesmo o mais mortífero século que se viveu até hoje. A subversão de países, a fome, as duas guerras mundiais, as guerras da pré e pós-descolonização, as epidemias e a perseguição política de diferentes regimes deixaram no solo mais milhões de mortos do que os que viveram em todo o mundo nalguns séculos anteriores!






Século XX. Seis óleos sobre tela, 90*60, 70*50, 60*50. 2008. Ainda estou à procura de local para expor.




Contudo, foram cem anos de progresso sem paralelo, de afirmação da liberdade e da hegemonia do homem sobre a adversidade, de descobertas científicas que tudo poderiam fazer prever de risonho e magnífico. Nunca, como no século XX, houve tantos tratados de paz – e nunca houve tantas guerras e tantas vítimas; se produziram mais medicamentos do que em qualquer período da humanidade – e morreu mais gente de doenças do que em qualquer época; nunca os alimentos foram tão abundantes – nunca a fome teve números tão esmagadores; nunca a história do homem, constante em movimentos migratórios, viu tantos milhões de pessoas forçados a mudar de local de vida; nunca se falou e apregoou tanto a liberdade dos cidadãos – nunca a privação da liberdade e dos direitos individuais tinha sido tão forte e exercida sobre tantos homens. Será que o século XXI irá ser, em tudo, mais magnífico e mais terrível do que o século XX? É inesgotável o que se possa dizer sobre o século XX. E é fértil de lições.


Sobre ele pairarão, quais buracos negros, uma suástica e uma estrela com foice e martelo. Não podemos esquecer as lições do século XX.



Comentários

isabel serra disse…
Suástica Vermelhos
Cabeças De Vértices
Misérias Em Foice
Martelos De Thor
Aranha Horrores.

Eis o que li na tua tela...
Gostei muito.
Abraço.

Mensagens populares deste blogue

Eng.º Menéres Manso

ANTÓNIO CLEMENTE MENÉRES MANSO

Morreu hoje no Porto, onde se encontrava internado no Hospital da CUF, o nosso excelente Amigo Eng.º António Clemente Menéres Manso. Homem dotado duma visão perspectiva e prospectiva sobre a agricultura e o desenvolvimento regional, na esteira do que foi o pensamento e a acção do Eng.º Camilo de Mendonça, a sua opinião fundamentada era ouvida, partilhada e considerada por muitos dos que com ele tivemos o privilégio de conviver. Nasceu em Vila Nova de Gaia em 16 de Março de 1934, filho de Alberto António Martins Manso e de sua mulher D. Josefina Pinto dos Santos da Fonseca Menéres, em casa de seus avós maternos. A sua aldeia de referência era Valpereiro, concelho de Alfândega da Fé, onde até aos dez anos de idade frequentou a escola primária e onde geria a sua casa agrícola, permanentemente preocupado com a criação de animais em modo de produção biológico e com a produção dum azeite de excepcional qualidade que lhe tem vindo a  grangear prémios e reconhec…

Atlantis, Atlântida

Atlantis, Atlântida ©Manuel Cardoso
(...)
Oh mar! oh mito! oh sol! oh largo lecho!
Y sé por qué te amo. Sé que somos muy viejos.
Que ambos nos conocemos desde siglos.
(...)
Jorge Luís Borges


Obras no centro da cidade de Huelva, parque de estacionamento pago, calor e barulho ao abrir do vidro, sol fortíssimo a fustigar-nos como se não devêssemos estar ali, como se nos quisesse corrigir um equívoco na nossa rota. Fechámos o carro, pusemos chapéu de palha e óculos escuros, demos alguns passos no pavimento quente e entrámos, à procura de sombra e abrigo, no Café Central. O passarmos essa porta, que empurráramos, foi um súbito e inesperado virar duma página num livro de Borges. Enquanto a Mariana foi lavar as mãos, um homem ao balcão tirou-nos cafés de máquina que nos serviu nuns copos de vidro grosso e, ao pousá-los, fitou-me com ar de velho conhecido. Calças de fazenda, camisa branca e colete, cabelo grisalho com um leve ondulado dum quadro de El Greco – ou seria dum mural de Creta? – mãos segura…

trovisco

TROVISCO
Daphne gnidium L.


Há duas plantas diferentes com este nome. Uma chama-se trovisco-macho, existe na Madeira e é muito diferente da que nos interessa e sobre ela nada aqui dizemos.

O trovisco que existe em Trás-os-Montes é um arbusto da família das Timeliáceas cujo nome científico é Daphne gnidium L (1). Há ainda duas plantas muito parecidas, também da mesma família e que têm os mesmos nomes vulgares em diversas regiões do país: trovisco-fêmea, trovisqueira, gorreiro (Alentejo), erva-de-João-Pires, mezereão, mezéreo-menor, mezereão menor. O mezereão, Daphne mezereum L., e a Daphne Laureola, são esses outros elementos desta mesma família. O sabor deste vegetal é muito amargo e, em geral, os animais evitam-no. Contudo, se for ingerido por cavalos pode ser mortal e o mesmo acontece com as galinhas, como se pode avaliar pelo seu nome no país vizinho.

Sinonímia internacional:
- Castelhano: torvisco, matapollos, bufalaga, matapulgas, matagallina, torbisca, trovisco;
- Gale…