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A mostrar mensagens de Maio, 2008

EMÍLIA

Em 1917 nasceu em Coimbra, primeira filha de um militar de carreira cujo casamento seria em rotura com toda a família e que o isolou. Os isolou: a si e a todos os filhos que seriam os irmãos da Emília.
Estudou nessa cidade e em Lisboa, onde frequentou o liceu e teve uma formação republicana, do tipo bandeirinha na mão aquando da inauguração da estátua do Marquês, tendo sido companheira e amiga das filhas do Afonso Costa. Educação que lhe dizia que os seres vivos, como as pessoas, nascem, crescem, reproduzem-se e morrem. Imortalidade, só a da escala humana, a dos nomes nas lombadas dos livros, nas letras das canções e nas placas das ruas.
Os anos trinta foram o seu turning-point: essas amigas de infância e juventude abandonaram Portugal, morreu a sua mãe, saiu de casa (onde tomava conta dos irmãos) para ir para o Sanatório da Guarda com a sua irmã Aida, ambas em tratamento de tuberculose, onde se apaixona por um homem onze anos mais velho e clinicamente considerado um caso sem retorno.
A …