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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2013

Uma Bairrada em Trás-os-Montes

Há dias, num fim de tarde em nossa casa, juntámo-nos um grupo de amigos para um jantar de Agosto, em Latães, debruçados sobre Trás-os-Montes.
O Sol mergulhava já para desaparecer num horizonte fantástico – são sempre fantásticos os pores-do-sol na nossa casa em Latães! – em que uma atmosfera de fumo, o fumo dum incêndio em Valpaços, tornava irreal a linha das serras ao longe: os Passos, o Alvão, a Padrela, mais ao fundo o Barroso com o Larouco, todas impregnadas de laranja e terra de siena queimada. Estava calor, calor na casa dos trinta, e uma brisa de Oeste ondulava as toalhas das mesas postas cá fora e as lonas das cadeiras. Em cima de cavaletes contra a parede estava a tábua com os copos, os talheres e os pratos e sobre a qual estavam também as garrafas de vinho que iríamos provar. Uma delas era maior que as demais, uma Anadia, bojuda de orgulho com que nela fora engarrafado um vinho da colheita de 1979.
O Zé Manel, o Pi, o Balina e eu estudámos o rótulo e pusemo-nos a alvitrar. Ju…

Entrevista ao AZIBO RURAL

- Estando há cerca de 20 meses a exercer as funções de Director Regional de Agricultura e Pescas, qual o balanço que faz deste período?
Um balanço muito bom. A agricultura está a atravessar uma das suas mais importantes transformações dos últimos anos e é com enorme satisfação que nos encontramos envolvidos e empenhados com a equipa que está a protagonizar este processo profundo. Se reparar, nada está a ficar como dantes. Tanto em reorganização dos serviços do Estado como na dinâmica impressa ao sector, articulando-se com todo o agroalimentar. Estamos a mudar do que foi o status quo dos anos anteriores, a mudar de paradigma para uma nova fase em que interessa o aumento da produção, o ganho da escala nos diferentes segmentos e uma melhor distribuição do rendimento obtido ao longo de toda a cadeia de produção, transformação e comercialização. Estamos a protagonizar a mudança para uma política em que interessa produzir bens transacionáveis. O nosso objetivo é contribuir para que em 2020 t…

UM PASSO EM FRENTE

Visitei há dias uma Quinta no Douro, a quinta que faz um dos vinhos mais caros de Portugal (não, não é o Barca Velha…). Produz por ano mais de 1 milhão de garrafas com 14 marcas diferentes, todas excelentes, com imensas variantes: monovarietais, monovinhas, de colheita, blends, reservas, do Porto, etc. Para conseguir isto fazem uma vindima selecionada, tão selecionada e dirigida que os custos de colheita chegam aos 16 cêntimos por quilograma de uvas. Mais de 70% da produção é exportada para o Brasil, Estados Unidos, Canadá e outros países. É uma casa gerida com eficácia e eficiência e, acima de tudo, com sabedoria e sensibilidade.
A eficácia e a eficiência podem aprender-se nos livros de gestão, exercer-se com inteligência e com trabalho. Que neste caso é feito em equipa, uma equipa muito bem articulada e comungando dos objetivos, da partilha de recursos disponíveis e dos projectos para o futuro.
A sabedoria e a sensibilidade são uma outra coisa. Talvez a primeira se possa dizer que ten…